Resiliência é um passo para a Excelência

Resiliência é um passo para a Excelência

Resiliência é um passo para a ExcelênciaTodos nós ao longo da vida passamos por momentos de frustração, adversidades e críticas. Umas vezes estamos mais vulneráveis e sentimo-nos afectados e noutras percebemos de imediato que temos a capacidade de voltar ao nosso estado normal apesar da experiência menos positiva. O importante é salientar a nossa capacidade de recuperar depois de uma adversidade. A isso, dá-se o nome de Resiliência.

Imaginemos a nossa vida como um electrocardiograma. Se analisarmos os altos e baixos sinalizados no exame associamos a um batimento cardíaco essencial à vida. É normal. É o espectável. Se analisarmos a vida de igual forma rapidamente percebemos que toda a nossa história pode ser modificada pelo significado que damos às experiências que vão surgindo. Ter altos e baixos não tem que ser necessariamente uma coisa má. Como se diz na gíria popular “há males que vêm por bem”. Por mais difíceis que sejam as situações, podemos encarar as contrariedades como oportunidades de aprendizagem e crescimento.

Não se nasce resiliente, nem se adquire a resiliência naturalmente durante o desenvolvimento. Ela depende da interacção com o meio em que se vive (Suárez Ojeda, 2011). A resiliência pode ser um factor de promoção da saúde porque desenvolve a capacidade humana de enfrentar, sobrepor-se e sair fortalecido das experiências adversas (Siebert, 2007). As pessoas resilientes usam os seus recursos internos para lidar com as contrariedades, aprendem com os erros e persistem na procura de alternativas positivas. São pessoas que demonstram uma grande capacidade de iniciativa, autonomia e apostam na criatividade para a resolução de problemas. Procuram superar-se dando abertura para novas aprendizagens. 

Passo a passo para a resiliência

Deixo-vos aqui alguns passos para desenvolver a sua Resiliência;

  • Atitude positiva 
  • Dar valor às coisas boas, não negando a existência das negativas
  • Rentabilizar todos os recursos e procurar soluções adaptadas à realidade presente
  • Definir planos de acção identificando soluções alternativas através da inovação e pensamento criativo 
  • Monitorizar todos os resultados do comportamento adoptado
  • Comunicar sempre de forma construtiva
  • Flexibilidade mental
  • Ser resiliente é ser flexível. Saber aceitar a eventualidade de surgirem contratempos. Aceitar que os resultados podem desviar-se um pouco da expectativa inicial mas ainda assim ser positivo. Estar disponível para novas oportunidades e/ou possibilidades. Sair da zona de conforto
  • Tolerância à frustração e capacidade de aceitação da própria realidade 
  • Fazendo uma analogia ao nosso corpo. Todos nós temos a capacidade de fazer desporto. Podemos fazer alongamentos, nadar, correr mas não podemos ser, por exemplo, o Cristiano Ronaldo. Torna-se importante reconhecer os nossos pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados procurando sempre a solução mais realista
  • Auto-estima 
  • Na gíria diz-se; “se eu não gostar de mim quem gostará?”. É fundamental para o bem-estar agregar valor a si mesmo. 
  • Reconhecer e realçar os pontos fortes tendo uma postura mais focada, produtiva e assumindo alguns riscos. Saia da sua zona de conforto
  • Sorria. O seu sorriso torna-o mais amigável. Evidencia bom humor e … é grátis!
  • Proatividade e Auto eficácia
  • Assimilar e adaptar-se positivamente às mudanças; mesmo nas adversidades foca alternativas e/ou oportunidades
  • Ter claro quais as acções que quer pôr em prática e quais os resultados que quer atingir, focando prioridades e respostas alternativas
  • Capacidade para identificar vulnerabilidades que podem impactar nos resultados mas ainda assim assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas desfrutando do desafio que é a vida
  • A criatividade e a força de vontade são vantagens competitivas em qualquer desafio
  • Competências sociais 
  • Aprender a pedir ajuda ou mesmo delegar responsabilidades
  • Passar tempo de qualidade com familiares e amigos
  • Tenacidade (teimosia) e Persistência
  • Capacidade de enfrentar os próprios medos e desafiar-se 
  • Capacidade de “replanear”. Para obter resultados diferentes, fazer coisas diferentes
  • Desistir não é uma possibilidade. Adapte-se e tire o melhor partido da situação
  • Empatia
  • Capacidade de se colocar no lugar do outro. Procurar entender diferentes perspectivas
  • Resolução de problemas 
  • Desenvolver o pensamento analítico, de planeamento e estratégico
  • Temperança
  • Desenvolver a inteligência emocional. Saber reconhecer e gerir emoções
  • Exteriorizar emoções através de um diário, desenho, meditação, dança, terapia…

Podemos ter percepções da realidade e deixar-nos abater pelos nossos medos mas depende de nós supera-los e encara-los como oportunidades de crescimento. Treinar de forma hábil como superar dificuldades de uma situação adversa não é sinónimo de sair ileso dela mas sim sinal de resiliência. 

Vivemos numa sociedade cada vez mais instruída e a vida não quer teóricos. O que nos destaca dos outros é o nosso comportamento emocional. E tudo é mais fácil se estiver saudável. Por isso não deixe de cuidar de si. Adopte uma atitude positiva, verbalize o que sente de forma construtiva, desafie-se e faça acontecer!

Paula Brito – Psicóloga Clínica

Paula Brito
Paula BritoPsicóloga Clínica
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2019-06-01T16:08:08+00:00Junho 1st, 2019|Bem-estar, Cérebro, Felicidade, Paula Brito, Performance|
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