Love Maps: conhece o mundo do seu parceiro?

Love Maps: conhece o mundo do seu parceiro?Sabemos que um dos principais requisitos para a satisfação conjugal remete para o conhecimento que cada um dos elementos do casal tem do mundo do outro. A este conhecimento de carácter cognitivo dá-se, em inglês, a designação de Love Maps. Como um mapa vulgar, o mapa de cada elemento do casal vai sofrendo alterações à medida que se tomam novos rumos e são construídas novas estradas que decorrem da necessidade de fazer escolhas quando surgem cruzamentos ou rotundas ou, simplesmente, dos momentos de transição na vida de um casal. Se não existir uma comunicação fluida e constante, e com os efeitos provocados pela passagem do tempo, deixa de conhecer os detalhes do mapa do seu companheiro e, até mesmo, o ponto em que este se encontra no presente. De acordo com o terapeuta de casal norte-americano John Gottman, quanto mais conhecimento existir, mais forte será a união e relação de casal e, quanto mais detalhes do mapa do seu companheiro cada um possuir, melhor um casal estará preparado para fazer face a acontecimentos adversos e conflitos. De facto, quando existem momentos de mudança ou crise, como seja o nascimento de um filho, uma alteração profissional ou uma situação de doença, muitos casais constatam que já não se conhecem tão bem como conheciam no início da relação – os seus mapas ficaram desactualizados.

Para avaliar o grau em que cada elemento do casal conhece o respectivo companheiro, foi desenvolvido um teste com vinte afirmações, às quais deve responder com V (para verdadeiro), quando se identificar com a afirmação em causa e F (para falso), quando suceder o inverso.

Love Maps

Quer tenha ficado satisfeito com o número de verdadeiros obtidos, quer este tenha sido manifestamente escasso, será importante introduzir (ou manter, caso este já exista) o diálogo como um ritual diário do casal. Se este momento nunca tiver existido, ou se se tiver perdido no meio da passagem do tempo e por entre rotinas diversas, o primeiro passo a dar será o de encontrar tempo para conversar diariamente – dez a quinze minutos ao final do dia, antes de deitar, por exemplo. Para além do conhecimento/informação que estas conversas veiculam, estão, em simultâneo, a ser trabalhadas competências de comunicação e a ser fomentada a ligação emocional do casal.

Este tempo deve ser só dos dois, sem filhos, nem outras pessoas por perto. Por mais que lhe possa parecer um desafio demasiado ambicioso, quando pensa na sua vida agitada e muito preenchida por tantas, e tão diversas, exigências, vai ver que o retorno compensa realmente o investimento.

E porque muitas vezes pode parecer difícil encontrar sobre o que falar, e o trabalho e a vida profissional pode surgir como um tema “fácil”, mas que não contribui verdadeiramente para a conexão e proximidade emocional do casal, deixamos alguns tópicos que podem ajudar.

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27/04/2019

Boa noite nossa OP,
Bastante interessante. É daqueles temas que no princípio muitos ou poucos como eu dizem: “…não, não! Não me vou atrevir reflectir sobre ele. É uma broca…” – mas, às tantas, recua a decisão e catapulta-se nele.Prontos.É um castigo divino.
Ora, deste não nos safamos.
Abraço!
Eugénio

Anónimo
Rita Fonseca de Castro
Rita Fonseca de CastroPsicóloga Clínica e terapeuta de casal
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2019-04-27T09:45:46+00:00Abril 27th, 2019|Rita Fonseca de Castro, Terapia conjugal|
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