Nas relações interpessoais, comunicar envolve inevitavelmente interpretar o que está a acontecer à nossa volta.
Assumimos muitas vezes, que estamos a reagir aos factos tal como aconteceram, quando na realidade somos empurrados para um conjunto de diferentes interpretações que fazemos desses factos. Essas mesmas interpretações, são influenciadas com base nas nossas experiências, crenças e estados emocionais. Para contrariar esse viés, é importante reconhecermos dois aspetos fundamentais: por um lado, o impacto que essas interpretações têm na forma como reagimos, e por outro, o potencial que temos para transformar a comunicação num espaço de compreensão e crescimento mútuo.
Uma ferramenta útil para desenvolver esta consciência é o modelo ABC. Amplamente utilizado na terapia cognitivo-comportamental, este modelo explora a relação entre a situação (A), o que pensamos sobre a situação (B) e a nossa reação emocional e comportamental (C). Este modelo convida-nos a olhar para:
A. A (Situação): O que aconteceu?
B. (Crença): O que pensei sobre o que aconteceu?
C. (Consequência): Como me senti e reagi?
Exemplo prático:
A. (Situação) – O meu chefe passou por mim no corredor e não me cumprimentou.
B. (Pensamento) – “Deve estar desapontado comigo, fiz algo de errado.”
C. (Emoção/Ação) – Fico ansioso(a), e na durante a reunião e evito interações.
Quando conseguimos identificar este padrão, tornamo-nos mais capazes de o interromper. Podemos parar, questionar o pensamento automático e escolher uma resposta mais consciente. Ganhamos empatia, connosco e com os outros, ao perceber que nem sempre vemos a realidade tal como ela é, mas através dos filtros das nossas crenças.
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