O meu filho é “hiperactivo” e eu estou no limite! 

O meu filho é “hiperactivo” e eu estou no limite! 

O meu filho é “hiperactivo" e eu estou no limite! Todos os pais de filhos com Perturbação de Hiperactividade/Défice de Atenção (PHDA) se sentem irritados, frustrados, deprimidos ou culpados. Estes sentimentos, apesar de incómodos, são naturais e podem desempenhar um papel essencial. Assinalam a necessidade de resolver problemas e esboçam motivação para agir. Perante estes sentimentos, podemos aprender a dar melhores respostas emocionais e a adoptar uma visão positiva do futuro.

Sabia que existe uma clara relação entre o que pensamos, o que sentimos e como nos comportamos? Ora, se se concentrar na sua capacidade de lidar com a situação e mantiver a calma, poderá encontrar respostas mais racionais e eficazes para lidar com o seu filho com PHDA. O primeiro passo poderá passar por estar atento aos seus pensamentos negativos e positivos, reduzir os indesejados negativos e aumentar os desejados positivos. Por exemplo, em vez de pensar “o meu filho é terrível!” poderá preferir “ele não é assim tão difícil!”, ou, em vez de dizer “já não posso mais, ele dá comigo em doido(a)!” prefira dizer, “eu sou capaz de manter a calma e lidar com esta situação!”. Desta forma, relativiza a situação, reage ao seu diálogo negativo e minimiza sentimentos de irritação, desespero e culpa. Ao interiorizar uma perspectiva mais optimista irá reagir igualmente de forma mais positiva.

Após reconhecer os seus pensamentos negativos e aprender a substituí-los por outros mais positivos, reveja as suas reacções físicas em situações de mais stresse. Aprender a relaxar e a gerir o seu nível de stresse poderá ajudá-lo(a) a si e ao seu filho. Afaste-se para respirar fundo, relaxe relembrando situações ou locais que lhe proporcionam calma, controle a ira e reserve algum tempo para si. Faça uma lista de coisas que lhe dão gosto e estipule fazer uma dessas coisas por semana. Se encontrar formas de incluir momentos relaxantes na sua rotina, irá fortalecer o seu sentido de bem-estar e de auto-controlo.

Fique calmo(a), mostre-se cuidadoso(a) e faça pedidos positivos. Utilize competências de comunicação eficazes, verbalizando os seus sentimentos e emoções. Conversar com o seu filho sobre os seus próprios sentimentos, com clareza e sem rodeios, irá possibilitar que ambas as partes compreendam melhor o que se passa e trará melhores resultados. Experimente olhar nos olhos do seu filho, na fila do supermercado, e dizer-lhe a sorrir: “Eu compreendo que seja difícil estares sossegado, mas gosto tanto quando tu consegues acalmar o teu corpo. Vamos respirar fundo, juntos.”. No fim, não se esqueça de reforçar e elogiar o comportamento adequado, pois assim é mais provável que este se volte a repetir.

Habitue-se a elogiar os seus esforços e os do seu filho, seja positivo(a)… e se continuar a sentir-se incapaz de lidar com a situação, procure ajuda especializada.

A Psicóloga, Salomé Queirós

Salomé Queiroz
Salomé QueirozPsicóloga Clínica e da Saúde
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