Apoio e suporte emocional é o que nossos filhos LGBTs precisam!

apoio e suporte emocional é o que os nossos filhos lgbt precisamÉ significativa a quantidade de pais que estão lidando com a homossexualidade de seus filhos. Mesmo com o assunto sendo tratado em novelas, filmes e amplamente discutido nas redes sociais, muitos ainda se surpreendem quando o filho diz ser gay ou a filha diz que é lésbica.

A atitude de um filho de manifestar para os pais algo que nossa sociedade reprime e condena, é um ato de muita coragem e exige compreensão de ambas as partes. Tudo o que ele deseja é que seus pais correspondam com os mesmos sentimentos, que o aceite como realmente é que o ame.

Quando um filho nos faz uma revelação tão importante como “eu sou gay” e nós nem tínhamos percebido – ou não queríamos ver e escondíamos isso de nós mesmos – nossa primeira reação é de choque e nos sentimos completamente desorientados.

O choque e a sensação de estar sem rumo, perdido, sozinho no mundo são próprios do processo de luto. Você perdeu o sonho que havia alimentado para seu filho. Você também perdeu a ilusão de que podia controlar os pensamentos e comportamentos de seu filho, quando na verdade não podia.

Alguns pais acham que seriam mais felizes e que a vida seria mais fácil se não soubessem a verdade. Uma nostalgia invade suas almas e eles se fixam no passado, como se o momento anterior à revelação fosse um período sem problemas. Não conseguem ver que era uma época caracterizada por distanciamento, falta de dialogo, com barreiras físicas e emocionais na relação entre pais e filhos.

É importante aceitar e acolher a orientação sexual de seu filho porque homossexualidade não é uma fase e nem uma escolha. Por não ser uma escolha, não é possível fazer com que seu filho mude de ideia.

O fato de que seu filho assumiu para vocês sua orientação sexual é um sinal de confiança e amor, além de ser um pedido de apoio. Essa atitude exigiu muita coragem, e mostra um desejo de um relacionamento maduro e honesto com vocês; um relacionamento que lhe possibilite amar seu filho incondicionalmente, isto é, amá-lo pelo que ele é e não pelo que vocês gostariam que ele fosse.

Pensem comigo sobre esta situação: uma criança ou um adolescente negro, obeso, com alguma necessidade especial pode, também, sofrer discriminação na rua ou na escola. Porém, ao contar para a sua mãe sobre o ocorrido, ela conversa com seu filho, ela sente empatia pela sua dor, ela o acolhe em seus braços, ela profere palavras de amor. Em geral, o mesmo não acontece com um filho LGBT. Eles não encontram apoio em seus lares. É como se estivessem no terreno do inimigo em que a própria família é a fonte ameaçadora.

Preciso dizer que a homossexualidade não é uma doença para ser “curada”. Por isto, não faz sentido consultar um psicólogo na esperança de mudar a orientação sexual de seu filho.

Este profissional é de muita valia quando os pais precisam falar sobre seus próprios sentimentos e de como trabalhá-los. Ele também ajuda a desenvolver uma comunicação sadia entre pais e filhos neste período de ajuste familiar. Na terapia, os pais conseguem elaborar a frustração das expectativas que criaram para seus filhos e que não serão atendidas e aprendem,a amar seus filhos sem qualquer condição prévia.

Além do suporte terapêutico aos pais, pode ser necessário o atendimento aos filhos LGBTs com o propósito de desenvolver autoestima e auto-aceitação.

Aceitar a orientação sexual do seu filho é apenas o primeiro passo. Seu filho precisa muito de vocês como pais nesse momento da vida.

Quero convidá-los a participarem da vida de seu filho gay. Perguntem sobre seus sonhos e projetos de vida. Reforcem a importância que a vida dele tem pra vocês.

Mostrem que o amor de vocês é incondicional e que os seus braços serão sempre um porto seguro.

E se, sozinhos, vocês não conseguirem tudo isto, não deixem de buscar ajuda de um profissional especializado.

Dar apoio e suporte emocional aos filhos é principal conselho aos pais de LGBTs.

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Andrea Aguiar
Andrea AguiarPsicóloga
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2018-06-25T09:25:03+00:00Julho 31st, 2018|Andrea Aguiar, Crianças & Pais, OP Brasil, Sexologia|
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