A sexualidade infantil existe?

A sexualidade infantil existe?Todos nós olhamos para as crianças, como seres angelicais, imbuídos de delicadeza e pureza, por este motivo, por vezes, torna-se difícil lidar com certas questões de cariz sexual, que em determinada altura, começam a ser colocadas pelas crianças, fase, em que começam a perceber, que existem diferenças físicas e comportamentais entre um homem e uma mulher 

A sexualidade infantil se manifesta através das brincadeiras, fala, interesse e / ou manipulação dos órgãos genitais… assim, é despoletada a curiosidade e surgem as primeiras questões, especialmente em relação aos órgãos genitais:

  • “papá, porque é que o meu pipi é mais pequeno que o teu?”, 
  • “Mamã (ou papá), porque é que tens pêlos?”
  • “Mamã, tens pipi”?

Perguntas estas, muitas vezes causadoras de um certo desconforto e constrangimento da parte dos pais, devido à dificuldade que sentem para explicar e falar sobre questões sexuais, especialmente com uma criança ou por, simplesmente, acreditarem que estão não compreenderão.

Mas como abordar questões sexuais com uma criança?

Pais, é importante que estas dúvidas sejam esclarecidas à medida que vão surgindo, sempre de forma transparente e simples, nunca esquecendo, que estão perante uma criança e que essas curiosidades são naturais.

Falar ou explicar algo a uma criança, significa informar, simplificando o conteúdo, de forma a que esta consiga perceber, e, isso é possível, por exemplo recorrendo a termos infantis, dando exemplos simples do dia a dia, utilizando bonecos e bonecas, livros com imagens apelativas apropriadas à idade, portanto, explicar sem provocar outras dúvidas nas “cabecinhas” dos pequenos.

Aproveitando deste diálogo, é possível também ensinar à criança que outras pessoas não devem tirar a sua roupa, tocar no seu corpo ou partes íntimas. 

É preciso que a criança se sinta sempre à vontade e perceba, que caso, alguma destas situações aconteçam não deve ter vergonha, deve, de imediato informar os seus pais.

É portanto, indispensável, que a criança aprenda a respeitar o seu próprio corpo e entenda a diferença entre carinho, afeto ou qualquer tipo abuso sexual.

2018-07-30T20:57:19+00:00Julho 31st, 2018|Crianças & Pais, Denise Curado, Família, OP Angola, Sexologia|
Translate »