
A regulação das emoções e o auto-controlo comportamental são uma componente importante da saúde mental construída no dia-a-dia e são competências afectadas em muitas perturbações psicológicas comuns, pelo que o estudo do que se passa ao nível dos mecanismos neurológicos subjacentes pode conter respostas importantes para as intervenções futuras.
É interessante pensar que, sabendo como “motivar” as estruturas cerebrais implicadas na regulação emocional a intervirem se poderá, mais facilmente, contribuir para uma diminuição da vulnerabilidade emocional, criando-se a possibilidade de um maior distanciamento das emoções excessivas que possam ser geradas pelas situações que nos rodeiam. Até lá, continuaremos a praticar o auto-controlo, dizendo a nós próprios que podemos inibir os excessos emocionais, “arrefecendo a temperatura interna” com estratégias auto-regulatórias e impedindo-nos de reagir impulsivamente, sabendo que o nosso cérebro nos ouve e activa a zona correspondente ao auto-controlo :)
Referência: Simone Kühn, Patrick Haggard, Marcel Brass. Differences between endogenous and exogenous emotion inhibition in the human brain. Brain Structure and Function, 2013