Os homens têm níveis mais elevados de testosterona e mais baixos de estrogénio do que as mulheres (em idade fértil) e apresentam, também, uma maior presença de doença cardíaca. Por isso, começou-se a suspeitar que a testosterona poderia ser um factor promotor de doença cardiovascular e que o estrogénio se poderia constituir como um factor protetor.
Segundo um estudo desenvolvido na Harvard Medical School em Boston, analisados 400 homens saudáveis entre os 20 e os 50 anos, verificou-se que níveis mais elevados de testosterona estavam associados a níveis mais baixos do colesterol HDL (o bom colesterol); o estrogénio não mostrou influência neste colesterol. Em contraste, os investigadores verificaram que baixos níveis de estrogénio levavam a níveis mais elevados de açúcar no sangue, deteriorando a resistência à insulina e acumulando mais gordura nos músculos, marcadores de desenvolvimento da diabetes, que é um fator de risco para a doença cardíaca.
Por isso, se quisermos resumir, diríamos que:
- mais testosterona = menos colesterol bom = menos protecção cardíaca
- menos estrogénio = mais açúcar no sangue = maior risco de diabetes = maior risco cardíaco.

Autora: Filipa Jardim Silva
Psicóloga Clínica