O sono tem uma arquitectura muito própria e razoavelmente complexa. Divide-se em dois momentos: sono REM (Rapid Eye Movement) e sono não REM, por sua vez dividido em 4 fases, do sono mais ligeiro ao sono mais profundo. Aparentemente, estes dois momentos têm funções distintas, sendo que é durante o sono REM que se acredita ser a altura em que sonhamos (ou, pelo menos, em que temos sonhos mais vívidos).

As perturbações de sono podem afectar especificamente uma destas duas etapas, e iremos falando aqui sobre algumas delas. Entretanto, hoje, do que gostaríamos de lhe falar é da composição do sono ao longo da noite.

Fases do sonoTipicamente, dormimos por ciclos, cada um com uma duração entre 90 minutos a 110 minutos. Começamos na fase 1 e vamos aprofundando o sono até à fase 4 (aquela que corresponde a “dormir como uma pedra”) e depois saltamos para o sono REM e terminamos o 1º ciclo de sono, voltando ao início com o 2º ciclo de sono e assim por diante até que o despertador nos acorda para a realidade da vigília com os seus inúmeros afazeres 🙂

No início da noite (os primeiros ciclos) estamos menos tempo em sono REM (no 1º ciclo, a primeira vez que o cérebro entra em REM é apenas 70 a 90 minutos depois de adormecer e dura só cerca de 10 minutos) e mais nas fases profundas – fases 3 e 4. O final da nossa “jornada de sono” é ocupada maioritariamente por sono leve (fases 1 e 2) e por sono REM, que pode chegar a durar uma hora (daí, talvez, ser habitual lembrarmo-nos de sonhos logo após termos acordado).

Um adulto passa cerca de 50% da sua noite na fase 2 – um sono razoavelmente leve, 20% em sono REM e os restantes 30% repartidos pelas restantes etapas do sono.