Relações de Afecto:
Descomplicar os Afectos
Na privacidade do consultório, surgem com frequência frases como “sinto-me sozinho(a)”, “não consigo ser feliz com ninguém”, “afasto as pessoas de mim quando o que eu quero é o contrário”, “pensei que desta vez é que era mesmo a sério”, ou “só quero sentir-me especial com alguém”, entre muitas outras.
Por isso, optámos por dar resposta a esta necessidade de competências emocionais e interpessoais.
O “Descomplicar os Afectos” é um projecto de grupo para promoção e desenvolvimento de competências relacionais, ou seja, um espaço onde se pretende promover e desenvolver, de forma activa e participativa, diversas ideias e truques da arte de ser feliz com alguém.
Enquadrado num conceito de Inteligência Relacional, aplicamos o princípio de que se pode aprender a (1) modificar os comportamentos automatizados (de auto-sabotagem) e (2) promover competências positivas na relação com o próprio e com o outro.
Num contexto descontraído, ao longo de 8 sessões quinzenais, debatem-se todos os temas relativos às relações a dois, desde o muito conhecido "Mas onde é que eu encontro alguém?", passando pelo "E agora, o que é que eu faço?" até ao "Será que isto é normal?".
Num mundo que roda cada vez mais depressa e cada vez mais suportado em relações à distância, (re)aprender a relacionarmo-nos é uma necessidade de todas as faixas etárias, angústia de jovens e de outros que nem por isso.
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Leia aqui
vários artigos escritos pelo terapeuta responsável pelo programa Descomplicar os Afectos,
referentes a alguns dos temas das sessões. Inscreva-se já no Descomplicar os Afectos! 
Amores (im)perfeitos - Programa de Optimização conjugal
Parece que o Amor acontece de forma natural e espontânea, mas a verdade é que podemos rodopiar e mesmo “escorregar” em torno da conjugalidade, pois não é de todo simples “ser em casal” ou viver a dois.
Se é verdade que não nascemos ensinados para esta experiência de longa duração- a conjugalidade - é verdade também que podemos aprender sempre um pouco mais sobre as suas especificidades, de forma a contornarmos com mais agilidade, leveza e até mesmo humor, os possíveis desencontros nesta “dança” a dois.
O programa Amores (Im)Perfeitos- Programa de Optimização Conjugal é destinado a todos os casais, de todas as idades, de qualquer parte do país e de todos os cantos do mundo que estão mais ou menos felizes ou infelizes, mais ou menos satisfeitos ou insatisfeitos, mais ou menos comprometidos ou descomprometidos e que consideram que a sua relação está em crise ou que querem apenas assegurar que esta se mantém forte e coesa.
Mesmo sem problemas visíveis ou salientes, um número significativo de casais queixa-se cada vez com mais frequência de insatisfações na vida a dois mesmo antes da vida conjunta: frequentes discussões, dificuldades na comunicação, incompreensão, falta de apoio, desconfiança, falta de compromisso, aborrecimento e monotonia, falta de fluidez no intercâmbio afectivo, diferenças marcantes nos estilos de vida e outras.
Este programa foi desenhado e pensado para os casais dos dias de hoje, marcados por uma sociedade sempre em mudança, que têm no entanto a seu cargo os desafios de sempre.
As suas autoras assumiram o desafio de incluir as principais temáticas abordadas na literatura científica sobre a conjugalidade e abordá-las de um ponto de vista actual, sério mas divertido, compreensivo e apelativo, brindando os casais de hoje com a oportunidade de, em formato grupal, esclarecerem e clarificarem dificuldades, dúvidas e receios, e ensaiarem soluções, sempre na perspectiva de construírem “mundos possíveis e desejados” num encontro a dois.
Veja o vídeo filmado para o Programa da SIC Mulher
"O MUndo das Mulheres"
Este programa em 12 sessões de carácter quinzenal, constitui-se enquanto espaço partilhado por vivências singulares de casais eventualmente em fases diferentes, o que acrescentando riqueza de contextos, multiplica as possibilidades de mudança. Este percurso é acompanhado por psicólogas trabalhando em co-terapia que assumem a responsabilidade da adequabilidade de conteúdos e metodologias às preocupações específicas dos participantes presentes em cada grupo.
Serão abordados, explorados, clarificados, interrogados, discutidos, vivenciados e conhecidos, ao longo das 12 sessões, os seguintes tema(s):
1. Casal em des(equilíbrio) - Fases de Vida do Casal
2. A diferença do género - Que género de diferenças?
3. A comunicação - Grita-se o amor, mas ama-se em silêncio
4. O conflito - Arritmias do coração.
5. Discussão – Discursar em explosão.
6. Amor e Desejo
7. Era uma vez… a nossa História!- Construíndo um futuro Comum
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(im)perfeitos!
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Nota: O Valor apresentado é por casal (e não por participante)
E, já agora, não quer medir a temperatura da sua relação a dois com o teste
que construímos para poder decidir quanto ao seu envolvimento neste programa? Clique aqui para fazer o teste!
Ciumix - Relações com bom temperamento
A nossa experiência com as histórias de vida que os nossos
clientes nos trazem é de que os ciúmes contaminam perigosamente (quando não,
definitivamente) um relação a dois. Feitio ou defeito, será uma discussão sem
uma conclusão óbvia, tal como a que se desenrola em torno da justificação
possível para esses ciúmes. Na cultura latina, além disso, os ciúmes encontram
razões proverbiais em provas de amor, o que apenas reforça esta emoção daninha,
que cresce em qualquer terreno e invade o espaço de emoções positivas de afecto,
como o carinho, a cumplicidade, confiança, tranquilidade.
Há um momento a partir do qual convém olhar para dentro de si e perceber que
a a origem dos ciúmes, como a de todas as emoções, tem um ponto crítico dentro
de si e aprender a geri-los de uma forma que liberte duas pessoas: quem os sente
e o seu par.
Ciúmix é um programa em pequenos grupos de pessoas que
partilham entre si a mesma situação: sentem ciúmes e isso incomoda-as ou
prejudica a sua relação. De uma forma didáctica e divertida, quinzenalmente,
reúnem-se 8 vezes para analisar a origem dos ciúmes e treinar novas formas de
viver a grande emoção do amor. Abaixo, encontra o título de cada sessão deste workshop:
- Projecto frágil: Auto-imagem invertida
- Viagem ao futuro: o déjà vu do ciúme
- Relax, take it easy!...
- Amor pagão: amor não tem que ser sofrimento
- Ciumix: contra-ataque da ciumeira
- Desconfie... das profecias auto-confirmatórias
- Ghostbusters: caça aos fantasmas do ciúme
- Quem tem medo do lobo mau? (a tirania do medo)
- O pecado da inveja - a galinha da vizinha é melhor do que a minha
- Traição: entre marido e mulher às vezes mete-se a colher
- Se a cabeça não tem juízo, a relação é que paga!
- Trust me - seja infiel ao ciúme
- O gato e o rato: paradoxo do ciúme
- Amor: até que o ciúme nos separe?
- As boas relações são a três (1+1=3)
- Kung-fu do amor: ciúme zen
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Porquê? Porque o ciúme, quando não é q.b. pode estragar uma boa relação.
Alguns dos ingredientes de um ciúme demasiado temperado:
- Projecto-frágil (auto-imagem invertida)
Diz-se frequentemente que só conseguimos amar os outros da forma como nos amamos. Como naquela frase: “Se eu não gostar de mim, quem gostará?”.
De algum modo, projectamos os nossos desejos e fragilidades na relação e no outro.
Contudo, esta dinâmica move-se nas duas direcções, ou seja, por um lado damos o que temos cá dentro, e por outro as relações constroem o que somos.
Deste modo, o primeiro passo poderá ser avaliarmos a nossa auto-imagem. Como é que eu sou, no campo dos afectos? Quais as minhas necessidades e dificuldades? Como é que eu lido com os ciúmes?
A consciencialização das minhas fragilidades poderá mais facilmente mudar a inversão do sentido de marcha daquele ciúme que contamina e corrói as relações.
- Viagem ao futuro: o déjá vú do ciúme
Quem já experimentou o sabor amargo do ciúme tem muitas vezes a sensação de repetição. “Lá estou eu outra vez neste beco sem saída”, é um tipo de pensamento frequente.
Com frequência há padrões que tendem a reproduzir-se novamente, nessa sensação de déjá vú, pois na verdade mesmo que as relações ou situações mudem há algo constante: a personagem que as vive e experiencia.
A sugestão é não ficar preso a este momento presente ou às recordações do passado. Em vez disso faça uma viagem ao futuro para perceber de que forma poderá vir a modificar o desagradável.
- Relax, take it easy
Uma das dicas para combater o ciúme é a libertação dos sentimentos e pensamentos negativos envolventes. Muitas vezes sofremos por antecipação e custa-nos lidar com a incerteza.
Este medo de perder o outro pode de tal forma ser intenso que chega a ser difícil viver a própria relação.
Aprenda a lidar com as incertezas. A dúvida faz parte da existência humana e nenhum de nós sabe como será o amanhã.
Não vale a pena ficar constantemente preso a ruminações e a medos.
Experimente relaxar e respirar harmonia. Tire alguns minutos para fazê-lo ao longo do dia.
- Amor pagão: amor com amor se paga
Este é um dos principais ingredientes dos afectos. Por vezes a relação poderá ser de tal forma contaminada pela desconfiança que deixa de haver espaço para o amor e para a troca de afectos.
Recorde-se que amor com amor se paga, ou seja, esteja disponível para pagar o que recebe de positivo com algo positivo. Não apenas no contexto da relação a dois mas nos vários momentos do seu dia.
De igual modo ofereça amor, por sua iniciativa, mas sem cobrar ou sem apresentar a factura no final.
Ao oferecer bons afectos estará já a receber o pagamento pois tenderá a sentir-se melhor.
- Desconfie… das profecias auto-confirmatórias
A sugestão é desconfiar da desconfiança. Por vezes construímos teorias baseadas nos nossos receios e inseguranças e a tendência é simplesmente andarmos à procura de confirmações.
Na verdade, se procurar, procurar e procurar, acabará por encontrar.
Por exemplo, se tiver a forte crença que não se pode confiar em ninguém pois os outros acabam sempre por nos enganar, tenderá a ter uma atitude de desconfiança e qualquer pormenor ou ocorrência poderá servir para o confirmar.
Se entrar neste registo em escalada, subindo cada vez mais a desconfiança, provavelmente acabará por confirmar a sua teoria pois dificilmente alguém conseguirá ter paciência para provar o contrário.
Aí poderá dizer: “eu já sabia”. Há sempre um lado confortável na confirmação pois é algo familiar e consonante com o interno. Mas será que valeu a pena?
- Quem tem medo do lobo mau? (a tirania do medo)
Os medos são emoções naturais e têm a utilidade de estimularem a auto-protecção.
Contudo, por vezes os nossos medos estão desfasados da realidade, como por exemplo nas fobias, e reagimos exageradamente face ao estímulo.
O mesmo acontece no ciúme. O medo da rejeição e da traição pode ser de tal forma intenso que bloqueia a racionalidade da pessoa e leva a que esta aja de forma exagerada.
Do mesmo modo, o medo de ser rejeitado pode igualmente levar a que se rejeite o outro, do género “mais vale a pena prevenir que remediar” e nada melhor do que rejeitar para não ser rejeitado.
Ambas as respostas não serão as mais adequadas face ao medo.
- Traição: entre marido e mulher às vezes mete-se a colher
Possivelmente este é um dos maiores receios no contexto das relações: a traição. Ninguém gosta mesmo de ser traído ou rejeitado.
Quando isso acontece, numa relação a dois, a sensação é mesmo de angústia e desespero. Parece que o tapete sai debaixo dos pés e o tombo pode mesmo ser grande.
Nesses momentos não há muito a fazer. É como quando estamos doentes ou fazemos uma ferida. Temos que nos curar, ficar em casa, ir ao especialista, cuidar de nós e esperar que a dor passe. Não é fácil, eu sei. Aliás, esta é uma das razões frequentes de se procurar um psicólogo.
O problema é que muitas vezes o medo da traição ou da rejeição poderá ser de tal forma intenso que na cabeça de quem anda com este pensamento às voltas o cenário já aconteceu e repetiu-se inúmeras vezes.
Não é por repetir mentalmente as cenas e as hipóteses que vai resolver este problema da possível rejeição. A equação das relações adiciona todos os dias novas varáveis e elementos, e ninguém sabe o resultado final.
O melhor talvez seja mesmo simplesmente aproveitar e viver a relação.
- Kung-fu do amor: ciúme-zen
No amor é importante desenvolver a arte e as estratégias de combater os medos, as dúvidas e as incertezas.
O ciúme-zen é um conceito que envolve a aceitação da insegurança como um componente natural e positivo.
Ultrapassar os desafios e construir uma ligação que suporte os vários embates é um processo a dois, no qual o tempo poderá ser um bom mestre.
Descasa com sentido
As rupturas emocionais, muito particularmente as que implicam dividir uma
família, trazem consigo fortes emoções negativas de difícil gestão, bem como
temas eminentemente práticos que requerem atenção. É frequente que os clientes
que nos procuram para apoio em lidar com situações de divórcio ou separação
demonstrem necessidades diversificadas e, por vezes, impossível de serem
atendidas na sua globalidade no contexto da mesma intervenção psicoterapêutica:
- Como explicar aos meus filhos?
- Será que o comportamento que a minha filha está a ter é preocupante?
- Quais são as consequências legais desta solução específica que encontrei
para lidar com este aspecto?
- E, agora, como vou sobreviver sozinho(a)?
- Como é que me organizo nas minhas rotinas?
- Como posso reorganizar a minha vida social e emocional, agora que estou
sozinho?
- Como é que vou conseguir entender-me com o meu ex-cônjuge sobre este
assunto?
Estas são apenas algumas das questões que surgem naturalmente ao longo de um
processo de acompanhamento na sequência de uma separação e que requerem uma
intervenção muito mais alargada do que apenas o acompanhamento individual de um
psicólogo.
Por isso, na Oficina de Psicologia, criámos uma equipa pluridisciplinar, que
criou uma infra-estrutura de acolhimento e suporte às famílias em separação:
terapeutas familiares, pedo-psicólogos, psicólogos habilitados a trabalhar com
trauma emocional e depressão, treino de competências relacionais e emocionais,
workshops de competências de auto-organização pessoal... Um programa completo
para lhe dar suporte a si e à sua família.
Inscreva-se já no Descasa com sentido!
Terapia familiar e conjugal
Esta é uma forma de intervenção diferente quer da intervenção individual (em que
o foco está na pessoa que nos procura e nos seus problemas), quer da intervenção
em grupo (em que o foco continua a estar em cada pessoa que nos procura, mas em
que se trabalham os problemas partilhados). Quer na terapia conjugal, quer na
familiar, o foco está na unidade familiar, na sua dinâmica muito própria e no
impacto de cada elemento nessa dinâmica.
Contamos com psicólogos especializados nesta abordagem, treinados em detectar os
padrões de interaçcão familiar que possam estar a contribuir para ao problema e
habilitados com técnicas específicas para intervir ao nível da comunicação entre
grupos familiares, com o objectivo de devolver a saúde individual e de grupo à
unidade familiar.
Nesta abordagem, proporciona-se um espaço a cada elemento onde possa trabalhar
os seus próprios problemas, gerindo-se o impacto que esse trabalho possa ter na
unidade conjugal ou familiar. Ao casal, garantem-se condições que lhes permita
encontrar e testar novas formas de diálogo, no respeito da individualidade de
cada elemento. Na família encontram-se soluções para o crescimento autónomo de
cada um dos seus elementos a par e passo com o crescimento emocional de toda a
família, para se atingir um novo patamar de equilíbrio, de nível superior e
reforçado.
A metodologia de intervenção permite encontrar soluções de uma forma rápida e
eficaz, ultrapassando situações de mal-estar e mesmo de ruptura, transformando
crises em oportunidades de crescimento conjunto.
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