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Crianças:


Problemas das crianças
Desde o nosso nascimento até à puberdade, a criança que viveu em todos nós, percorreu um caminho de pesquisa, ladeada de problemáticas de ordem vária, especialmente sentidas na interacção com os adultos mais chegados como os pais, a família, os amigos, vizinhos, educadores, professores, etc.
Os nossos filhos, neste momento, encontram-se no início, no meio ou, quem sabe, já perto do fim deste mesmo percurso onde, a qualquer momento, podem ser confrontados com dificuldades várias, tanto do ponto de vista físico, como psicológico. Na maior parte das vezes, as dificuldades psicológicas declaram-se por comportamentos desajustados ou por perturbações de várias ordens, que podem surgir em alturas de maior instabilidade emocional para a criança, como por exemplo, na altura da entrada na creche ou escola, numa mudança de contexto social, quando nasce um irmão, quando os pais se divorciam, em situações de morte de um familiar próximo, etc.
Normalmente, estas dificuldades manifestam-se de várias formas como, por exemplo:
  • Problemas na interacção social com os amigos e com adultos;
  • Isolamento;
  • Excessiva actividade motora (hiperactividade);
  • Agressividade e fácil irritabilidade;
  • Dificuldades de aprendizagem;
  • Medos;
  • Perturbações do sono;
  • Perturbações alimentares;
  • Perturbações da linguagem.


Intervenção com crianças
 

O acompanhamento de crianças é diversificado, não só pelos problemas com que surgem, como pelas diferentes idades dos nossos clientes que requerem metodologias muito diversificadas.

De uma forma geral, os pais são envolvidos na recolha de informação, nas sugestões relativamente a alterações que possam ser eficazes quanto à forma de lidar com a situação da criança, na discussão quanto aos resultados que vão sendo obtidos. Por vezes, há a necessidade de envolver outros elementos, quer da família, quer da esfera educativa.

Com as crianças o trabalho que se faz é muito apoiado pelo elemento lúdico - as crianças "falam" através das suas brincadeiras e interacções com desenhos, jogos, bonecos, etc. Compete ao psicólogo interpretar essa linguagem e reformular o que é expresso dessa forma em termos mais adaptativos, propondo mudanças e criando um espaço em que a criança possa assumir uma nova percepção sobre si, os outros e o mundo que a rodeia.




A criança-estudante: métodos de estudo
 

Estudar não é tão evidente quanto nos parece a nós, adultos. Requer um método, estratégias de aprendizagem, formas de organizar intelectualmente os conteúdos e de os memorizar - enfim, requer saber como estudar.

Com a entrada dos filhos na escola, muitos pais deparam-se com o facto de que o seu filho, de cuja inteligência ninguém duvida, não consegue acompanhar o ritmo dos colegas, não quer fazer os trabalhos de casa e quando obrigado fica horas infindas a olhar para a folha sem nada fazer. De repente, o ritmo de toda a família altera-se e instala-se o stress na família. O jantar está sempre atrasado devido aos trabalhos, os banhos atrasam-se, a hora de deitar altera-se, o conto ao deitar deixa de existir por falta de tempo...

Na Oficina de Psicologia, pretende-se ensinar as crianças e os jovens a pensar e a melhorar as suas competências escolares, promovendo a atenção e concentração, num ambiente descontraído e afectivo, promotor de uma auto-estima adequada e saudável. O importante não é estudar muitas horas mas sim aproveitá-las o melhor possível. Para isso fazemos uso de Métodos e Técnicas de Estudo adequadas a cada caso, ajudando as crianças a encontrar as suas próprias razões para agir com liberdade e responsabilidade.

Como diz José Carlos Ary dos Santos no poema “aprender a estudar”:

 “ estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado
é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro,
Ter uma cabeça que saiba pensar,
Pois na escola da vida,
Primeiro está saber estudar...
... Estudar é muito
mas pensar é tudo!”

 

A criança-estudante: trabalhos de casa
 

 “ E chegar a casa e ainda ter trabalhos para fazer”

O eterno aborrecimento dos trabalhos de casa que na maioria das vezes não são bem aceites pelas crianças nem pelos pais. Quantas vezes ouvimos dizer “ele (a) é fixe não manda muitos trabalhos de casa”. Tarefas que roubam tempos de brincadeira e de investimento familiar qualitativo, porque são horas que se transformam em aborrecimentos sucessivos e não valorizados. 

Há que tornar estes momentos, envolvendo as crianças e a família, numa produtividade interessante, um método activo em que exista possibilidade de procura, de investigação, de leitura de vários meios de informação e se possível envolvendo um contexto de brincadeira. Uma experiência rica em vivências que não se deitam fora quando o caderno acaba mas que transportam para prazeres a recordar.

Na Oficina da Psicologia podemos ajudá-lo a criar um espaço em que o T.P.C. e o estudo se enquadram entre o tempo para ir à escola, ver televisão, brincar, estar com os amigos, etc. Em que a criatividade é estimulada, em que as tarefas são significativas e em que há uma responsabilização por parte da criança pela sua concretização com sucesso.


O Mundo do Silêncio - O nosso carinho pela inclusão máxima

Por: Maria de Fátima Ferro

Se nos permitem faremos uma breve reflexão pelos teclados do silêncio, o silêncio de um mundo paralelo que por todos nós chama numa procura de uma linguagem comum que nos permita aceder a conceitos ou pensamentos conceptuais, emoções e comportamentos. Ensinem-nos a gritar por esta voz que em nós ecoa as palavras que não ouvimos, atribuam-lhes significado concreto e transportem-nos para mais além do que aquilo que nos é permitido alcançar. Dêem-nos a mão e levem-nos convosco na descoberta de um mundo que é o vosso e onde o som é a lei, sendo ele mais ou menos profundo. Tornem mais coloridas as nossas palavras para que as possa reconhecer no meio de tantas outras que ouves e ajudem-nos na integração daquilo que de nós faz um todo povoado de diferenças minhas e tuas. Nós não vivemos sozinhos e comunicamos connosco próprios e com os outros. O papel da linguagem que nos permite dizer aos outros e a nós mesmos o que pensamos e sentimos e só assim será possível estabelecer uma relação criativa que se reflecte no desenvolvimento cognitivo.

Este projecto inclui-se num dar som às palavras numa pauta de cores por vezes salpicadas de cinzento tentando ajudar os pais de crianças surdas ou deficientes auditivas numa formação pessoal que por vezes pode ser difícil. Por isso na Oficina da Psicologia temos técnicos com conhecimento ao nível da língua gestual, sensibilizados para a utilização dos vários modelos de comunicação assegurando respostas de intervenção para cada caso, ajudando-o na reeducação da criança surda ou deficiente auditiva, tendo sempre em vista a sua inserção no mundo dos ouvintes que a rodeiam.

As inovações a nível da educação destas crianças visam essencialmente o seu desenvolvimento global utilizando os meios educacionais e linguísticos mais ajustados. Este desenvolvimento global e harmonioso é um dos nossos objectivos gerais visando a integração também a nível familiar, social e escolar. Para isso o que lhe propomos é a possibilidade de frequentar os nossos ateliês de crescimento inserindo-se em problemáticas que são comuns a todas as crianças e onde podemos utilizar a língua gestual de uma forma recreativa e expressiva.

De igual forma, criámos o acesso ao acompanhamento psicológico individual de todas as crianças com dificuldades auditivas, ao disponibilizar um psicólogo que conversará em linguagem gestual.

Daremos som às suas preocupações e entre agudos e graves transformaremos o mundo do silêncio em pautas de harmoniosas melodias.


 

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